ENCERRO MINHA VIAGEM PELO ORIENTE. SERÁ QUE COMEÇA A VIAGEM DO ORIENTE EM MIM?

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Eu queria que vocês soubessem que foram excelentes companheiros de viagens. Eu queria agradecer a cada um dos leitores que entrou nesse blog e fez dele um dos mais visitados do projeto. Saber disso foi um estímulo nos momentos mais difíceis. Embora eu não tenha podido conversar com vocês através dos comentários porque a internet aqui é muito ruim, eu sempre recebi cada palavra com grande carinho e alegria. Tenho muita coisa escrita que não veio pra cá porque talvez vá pro livro. E se eu pudesse pedir uma coisa a vocês, pediria que vocês fossem comigo até o final desse processo, lá quando o livro for lançado.
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O budismo nasceu na Índia e aflorou fora dela. Curiosamente, foram os budistas nepaleses e tibetanos que souberam preservar o melhor da Índia antiga: seus valores: o interno, o dentro, o profundo, a contemplação do silêncio, do vazio, são uma herança indiana atualizada cotidianamente em Sherab Ling, que fica na Índia mas não é a Índia de hoje. Embora eu seja uma moça pop que gosta de gostar das coisas, não há nada que me faça gostar dos indianos. Ter voltado pra Mumbai deixou isso muito claro e, se antes esse era um ponto de conflito para mim, agora não mais. Eu aprendi a aceitar a Índia, mas definitivamente não gosto dela. A lista de razões é enorme e eu estou cansada de sentir raiva daqui, então apenas enuncio o que não tolero: o modo como os homens me olham nas ruas, o fato de estarmos sempre sendo roubados pelos indianos e a noção de higiene deles – que é sem noção. Claro que há indianos interessantes, sobretudo entre os círculos intelectuais, como o Shoban, dulcíssima figura, marido da Florência Costa – meu casal anjo da guarda, responsáveis pela minha viagem ao mosteiro – ou nas classes mais altas, como a Shivani e a Payal. Na melhor das hipóteses, a banda boa corresponde a 10% da população - que não pode nada contra os mais de 1 bilhão da banda pobre.
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Achei engraçado o modo como a Fanny me contou que na Suécia está todo mundo preocupado com o aquecimento global, mas que na Índia parece que ninguém nunca ouviu falar no assunto.
- É tão estranho... parece que os indianos estão vivendo em outro mundo.
- Mas eles estão.
- A Suécia tem 9 milhões de habitantes e todos nós estamos preocupados com o aquecimento global, com o prejuízo que cada uma das nossas vidas causa à Terra. E aqui, parece que eles nem sabem do que se trata! Mas eles são 1 bilhão e 200 milhões e nós somos apenas 9 milhões – o que que a gente ainda pode fazer?
- Torcer pra cair uma bomba atômica sobre essa gente.
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I was made for loving you

You were made for loving me
Sem o Francisco aqui nos primeiro 20 dias, acho que eu teria ido embora; ou teria ficado pra sempre presa numa cadeia por ter cometido homicídio; ou teria ido até o final a base de antidepressivo. Só não aconteceu nada disso porque você esteve comigo, meu amor.
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Eu queria que vocês soubessem que foram excelentes companheiros de viagens. Eu queria agradecer a cada um dos leitores que entrou nesse blog e fez dele um dos mais visitados do projeto. Saber disso foi um estímulo nos momentos mais difíceis. Embora eu não tenha podido conversar com vocês através dos comentários porque a internet aqui é muito ruim, eu sempre recebi cada palavra com grande carinho e alegria. Tenho muita coisa escrita que não veio pra cá porque talvez vá pro livro. E se eu pudesse pedir uma coisa a vocês, pediria que vocês fossem comigo até o final desse processo, lá quando o livro for lançado.
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O budismo nasceu na Índia e aflorou fora dela. Curiosamente, foram os budistas nepaleses e tibetanos que souberam preservar o melhor da Índia antiga: seus valores: o interno, o dentro, o profundo, a contemplação do silêncio, do vazio, são uma herança indiana atualizada cotidianamente em Sherab Ling, que fica na Índia mas não é a Índia de hoje. Embora eu seja uma moça pop que gosta de gostar das coisas, não há nada que me faça gostar dos indianos. Ter voltado pra Mumbai deixou isso muito claro e, se antes esse era um ponto de conflito para mim, agora não mais. Eu aprendi a aceitar a Índia, mas definitivamente não gosto dela. A lista de razões é enorme e eu estou cansada de sentir raiva daqui, então apenas enuncio o que não tolero: o modo como os homens me olham nas ruas, o fato de estarmos sempre sendo roubados pelos indianos e a noção de higiene deles – que é sem noção. Claro que há indianos interessantes, sobretudo entre os círculos intelectuais, como o Shoban, dulcíssima figura, marido da Florência Costa – meu casal anjo da guarda, responsáveis pela minha viagem ao mosteiro – ou nas classes mais altas, como a Shivani e a Payal. Na melhor das hipóteses, a banda boa corresponde a 10% da população - que não pode nada contra os mais de 1 bilhão da banda pobre.
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Achei engraçado o modo como a Fanny me contou que na Suécia está todo mundo preocupado com o aquecimento global, mas que na Índia parece que ninguém nunca ouviu falar no assunto.
- É tão estranho... parece que os indianos estão vivendo em outro mundo.
- Mas eles estão.
- A Suécia tem 9 milhões de habitantes e todos nós estamos preocupados com o aquecimento global, com o prejuízo que cada uma das nossas vidas causa à Terra. E aqui, parece que eles nem sabem do que se trata! Mas eles são 1 bilhão e 200 milhões e nós somos apenas 9 milhões – o que que a gente ainda pode fazer?
- Torcer pra cair uma bomba atômica sobre essa gente.
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I was made for loving you
You were made for loving me
Sem o Francisco aqui nos primeiro 20 dias, acho que eu teria ido embora; ou teria ficado pra sempre presa numa cadeia por ter cometido homicídio; ou teria ido até o final a base de antidepressivo. Só não aconteceu nada disso porque você esteve comigo, meu amor.